A criança não quer ir ao treino: causas e o que fazer

Ontem a criança corria para o futebol e hoje diz: «Não vou». Quase todas as famílias passam por isto, e não significa que o desporto «não é para ela» nem que fez alguma coisa mal. A falta de vontade é um sinal, e por trás dela há quase sempre uma causa concreta. Vejamos que causas existem, como as reconhecer e o que fazer para a criança não perder o gosto pelo jogo.

Primeiro, descobrir a causa com calma

O pior que se pode fazer no primeiro momento é começar a insistir ou a envergonhar: «Já pagámos», «Tu é que quiseste». A criança fecha-se e já não vai saber a verdadeira causa. Escolha um momento tranquilo — não à porta antes do treino, mas, por exemplo, à noite — e pergunte: «O que é que correu mal no futebol? Do que é que gostas menos?» As crianças pequenas raramente dizem as coisas diretamente, por isso ajudam perguntas concretas: com quem jogas, o que faz o treinador, quando é que foi divertido.

Causas frequentes

  • Cansaço. Escola, atividades, deslocações — tudo se acumula. A falta de vontade no fim da semana ou depois de testes é muitas vezes só cansaço, não desilusão com o futebol.
  • «Não me sai bem.» A criança vê que os outros são mais fortes e não gosta de ser «o mais fraco». Sobretudo depois de mudar para um grupo mais velho ou quando chegam novos jogadores.
  • Relações no grupo. Alguém a magoou, não lhe passam a bola, gozam com ela, o melhor amigo deixou de ir. Para a criança isto pesa mais do que qualquer técnica.
  • Medo de errar. Se depois de cada jogo há em casa uma análise de «porque é que não marcaste», o treino passa a ser um exame. O prazer desaparece.
  • Aborrecimento. Muitos exercícios repetitivos e pouco jogo — especialmente difícil para os mais novos.
  • Algo dói ou incomoda. As chuteiras magoam, o joelho dói, está frio — pormenores que a criança pode não contar. Sobre equipamento, veja o que uma criança precisa para o futebol.

O que fazer

  • Fale com o treinador. Ele vê a criança em campo e sabe muitas vezes o que não se vê em casa: um conflito, onde está difícil, o que está a correr bem. Um bom treinador ajuda — junta-a a outra criança, dá-lhe uma tarefa à sua medida, encoraja-a.
  • Tire a pressão depois dos jogos. Em vez de «porque é que não marcaste» — «de que é que gostaste hoje?». Elogie o esforço e a coragem, não só os golos.
  • Verifique a carga. Se a criança está cansada, às vezes basta reduzir o número de treinos por semana em vez de desistir de vez.
  • Vá ver um treino. Assim percebe como a criança se sente no grupo e onde está o problema.
  • Combine um prazo. Se a causa não é clara, pode combinar: «Vamos continuar mais um mês e depois decidimos juntos». É justo para a criança e evita que a decisão seja um capricho de um dia.

Quando é normal fazer uma pausa ou mudar de atividade

Se a criança, de forma persistente e durante semanas, não quer ir, chora antes do treino, e as conversas com ela e com o treinador não mudam nada, é motivo para parar. Uma pausa não é uma derrota. Às vezes a criança volta ao futebol meio ano depois por iniciativa própria e com gosto. E às vezes o seu desporto é outro — também é normal. O importante é que mantenha uma boa relação com o movimento e o desporto em geral.

Como tentamos que a criança queira vir

Treinamos com o método brasileiro GINGA: muito jogo, muita bola, técnica através de situações de jogo e não de exercícios mecânicos. Os grupos formam-se por ano de nascimento, para que a criança treine com quem está ao seu nível. Se notar que a criança perdeu o entusiasmo, escreva-nos ou ligue — com o treinador percebemos o que se passa. Como é um treino normal — veja como decorre um treino.

Se a criança ainda não treina connosco, comece por um treino experimental gratuito: que experimente e decida se gosta. O pedido faz-se na página do treino experimental.

Perguntas frequentes

Devo obrigar a criança a ir aos treinos?

Obrigar costuma ser contraproducente: a criança passa a associar o futebol a pressão. É melhor descobrir a causa, falar com o treinador e, se não for clara, combinar um período de experiência — por exemplo, mais um mês e depois decidir juntos.

A criança diz que não lhe sai bem. O que fazer?

Fale com o treinador: ele pode dar uma tarefa à medida e destacar o que já corre bem. Em casa, elogie o esforço e não só o resultado. Se a criança está claramente atrás do grupo, às vezes ajuda passar para um grupo do seu nível.

Quando vale a pena fazer uma pausa?

Se a criança não quer ir durante semanas, fica ansiosa antes do treino e as conversas não mudam nada, uma pausa é normal. O importante é manter uma boa relação com o desporto: muitas crianças voltam ao futebol por si.

Posso ir ver um treino?

Sim, ligue para +7 925 337-55-05 e sugerimos um horário conveniente. As crianças novas podem vir a um treino experimental gratuito.