Ginga: o estilo brasileiro e de onde vem a técnica

Quando um brasileiro com a bola põe um defesa a sentar-se sem motivo aparente e escapa para o outro lado — é a ginga a funcionar. Os adeptos conhecem a palavra, mas poucos a sabem explicar em poucas frases. Vamos pô-la em termos simples: o que é a ginga, de onde vem e se é possível ensiná-la a uma criança nascida longe das praias do Rio.

A ginga por palavras simples

A ginga é uma oscilação rítmica do corpo, uma transferência leve do peso de um pé para o outro, de onde nasce o movimento. O jogador nunca está parado; há sempre um ligeiro «baloiçar», e desse baloiçar pode disparar a qualquer momento uma finta ou um drible.

A ideia é simples: enquanto o corpo se move em ritmo, o adversário não consegue ler para onde vai a bola. Uma finta para a direita — saída para a esquerda. O defesa acredita no movimento do corpo e transfere o peso para o lado errado, e o jogador já passou. No fundo, a ginga é um sentido de ritmo e de equilíbrio transposto para o trabalho com a bola.

De onde vem

A ginga é mais antiga do que o próprio futebol brasileiro. A palavra vem da capoeira — a arte marcial afro-brasileira cujo movimento base também se chama «ginga»: um balanço contínuo de onde nascem tanto os golpes como as esquivas. Daí vem a mesma lógica de engano através do ritmo.

A segunda fonte é o samba e a cultura de rua. As crianças brasileiras passam anos a jogar futebol na praia, em terra batida, em ruelas estreitas onde a bola tem de ser escondida de dez pés ao mesmo tempo. O espaço apertado e a areia mole obrigam a procurar a astúcia do movimento em vez da força. Assim, o ritmo da dança, a fluidez da capoeira e a improvisação de rua juntaram-se num só estilo de jogo.

A ginga nos grandes

A ginga viu-se de forma mais vívida nos brasileiros que o mundo inteiro conhece. Garrincha era chamado o mestre do drible, que num espaço mínimo deixava os defesas para trás com um só movimento do corpo. Pelé juntava esse ritmo à velocidade e à finalização. Para toda uma geração, Ronaldinho tornou-se o símbolo da ginga: as suas fintas com oscilação e amagos de remate ainda hoje se analisam.

Importa perceber: a ginga não é um conjunto de truques concretos destes jogadores, mas a própria maneira de se mover, que em cada um deles tinha um aspeto diferente. É precisamente por isso que não se pode «copiar» com uma única finta — constrói-se como um hábito do corpo.

É possível ensinar a ginga a uma criança

Sim. Não é preciso qualquer «gene brasileiro» inato para isso. A ginga é uma competência de coordenação, ritmo e domínio do corpo, e desenvolve-se melhor na infância, quando o movimento ainda é maleável e se fixa com facilidade.

Desenvolve-se não à força de decorar, mas através do jogo: exercícios rítmicos, trabalho de equilíbrio, movimentos do corpo com e sem bola, muitas situações de jogo em espaço apertado. A criança aprende primeiro a sentir o ritmo, depois a esconder nele um movimento enganador. É o caso em que «a brincar» não é uma figura de estilo, mas uma forma de aprender.

Como funciona nos nossos treinos

A nossa academia tem o nome do método GINGA — é esta abordagem brasileira que está na base das aulas. Não damos às crianças repetições secas por contagem: o ritmo e o movimento do corpo entrelaçam-se nos exercícios com bola e no jogo, onde a criança os aplica contra um adversário real.

Esta área é orientada pelo treinador Tony Corrêa, ex-futebolista profissional do Brasil. Mais sobre a própria abordagem na página do método «Ginga», e como decorre um treino no geral abordámos no artigo sobre o método brasileiro de futebol.

Experimentar

A ginga é mais fácil de ver e experimentar uma vez do que de ler. A primeira aula é gratuita: a criança experimenta exercícios rítmicos enquanto observa ao vivo como isto se faz. Deixe o pedido na página da aula experimental — devolvemos a chamada em 15 minutos em horário de expediente e escolhemos o grupo.

Os treinos decorrem nas duas filiais: Khimki, Rua Kudryavtseva, 10B e Moscovo, centro comercial «Capitolium», Rua Pravoberezhnaya, 1B. As aulas são em grupos reduzidos e, se a criança precisar de mais atenção, existem treinos individuais.

Perguntas frequentes

O que é a ginga por palavras simples?

A ginga é uma oscilação rítmica do corpo, transferindo o peso de um pé para o outro. Desse movimento nasce o drible: o adversário acredita numa finta e o jogador vai para o outro lado. No fundo, é um sentido de ritmo e de equilíbrio transposto para o trabalho com a bola.

É possível ensinar a ginga a uma criança?

Sim. A ginga é uma competência de coordenação, ritmo e domínio do corpo, e desenvolve-se bem na infância através do jogo e da repetição de movimentos. Não é preciso um «gene brasileiro» inato: contam mais o treino regular e o método certo.

A partir de que idade se desenvolve a ginga?

Trabalhamos com crianças dos 4 aos 16 anos. Nos mais pequenos são jogos rítmicos simples e trabalho de equilíbrio; nos mais crescidos, dribles e fintas. O treinador escolhe o grupo exato por idade e nível.

Em que difere a ginga da técnica comum?

A técnica comum é um conjunto de elementos: receção, passe, remate. A ginga é o modo como a criança se move entre os elementos: ritmo, oscilação, um movimento enganador do corpo. Torna a técnica imprevisível e liga as competências soltas num jogo vivo.